ÁFRICA SUBSARIANA

Perspectivas Económicas Regionais para a África Subsariana

abril de 2021

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África Subsariana: Atravessar uma longa pandemia

 

Apesar de não tão ruim como se previa, o crescimento em 2020, estimado em -1,9%, é o pior resultado de que há registo, tendo como consequência um aumento acentuado da pobreza.

A previsão para 2021 é que a economia da região volte a expandir, com crescimento de 3,4% (face aos 6% esperados no resto do mundo), em meio a uma persistente falta de acesso às vacinas e espaço limitado para a aplicação de políticas que apoiem uma resposta à crise e a recuperação.

Em muitos países, as políticas macroeconómicas implicarão algumas escolhas difíceis. A prioridade absoluta ainda é salvar vidas, o que exigirá o acesso a vacinas a um preço acessível, assegurando o cumprimento das condições logísticas e administrativas indispensáveis a uma campanha de vacinação; esforços de contenção bem direcionados e um aumento das despesas para reforçar os sistemas de saúde locais.

A prioridade seguinte é desbloquear o potencial da região, através da criação de mais espaço orçamental e da realização de reformas transformadoras. De destacar: a mobilização de receitas internas, o reforço da proteção social, o fomento à digitalização e melhorias na transparência e na governação. Os países deverão também consolidar as suas posições orçamentais para recolocar a dívida numa trajetória sustentável. Essas medidas contribuirão para elevar o crescimento a longo prazo e oferecerão oportunidades para os novos candidatos a empregos na região.

A comunidade internacional tem um papel essencial a cumprir, ao assegurar um acesso mais célere e mais equitativo às vacinas e outros produtos médicos, e ao proporcionar aos países de baixo rendimento o financiamento externo de que necessitam para prosseguir as prioridades acima traçadas e evitar sequelas a longo prazo.

Previsões de crescimento