ÁFRICA SUBSARIANA

2021

15 de abril de 2021

Perspectivas Económicas Regionais para a África Subsariana

Description:

Apesar de não tão ruim como se previa, o crescimento em 2020, estimado em -1,9%, é o pior resultado de que há registo, tendo como consequência um aumento acentuado da pobreza.

A previsão para 2021 é que a economia da região volte a expandir, com crescimento de 3,4% (face aos 6% esperados no resto do mundo), em meio a uma persistente falta de acesso às vacinas e espaço limitado para a aplicação de políticas que apoiem uma resposta à crise e a recuperação.

Em muitos países, as políticas macroeconómicas implicarão algumas escolhas difíceis. A prioridade absoluta ainda é salvar vidas, o que exigirá o acesso a vacinas a um preço acessível, assegurando o cumprimento das condições logísticas e administrativas indispensáveis a uma campanha de vacinação; esforços de contenção bem direcionados e um aumento das despesas para reforçar os sistemas de saúde locais.

A prioridade seguinte é desbloquear o potencial da região, através da criação de mais espaço orçamental e da realização de reformas transformadoras. De destacar: a mobilização de receitas internas, o reforço da proteção social, o fomento à digitalização e melhorias na transparência e na governação. Os países deverão também consolidar as suas posições orçamentais para recolocar a dívida numa trajetória sustentável. Essas medidas contribuirão para elevar o crescimento a longo prazo e oferecerão oportunidades para os novos candidatos a empregos na região.

A comunidade internacional tem um papel essencial a cumprir, ao assegurar um acesso mais célere e mais equitativo às vacinas e outros produtos médicos, e ao proporcionar aos países de baixo rendimento o financiamento externo de que necessitam para prosseguir as prioridades acima traçadas e evitar sequelas a longo prazo.

2020

29 de junho de 2020

ATUALIZAÇÃO : PERSPETIVAS ECONÓMICAS REGIONAIS

Description: As perspetivas para a África Subsariana em 2020 são consideravelmente piores do que o esperado em abril e estão sujeitas a uma grande incerteza. Projeta-se agora que a atividade económica deste ano se contraia cerca de 3,2%, como reflexo de um ambiente externo mais fraco e das medidas tomadas para conter o surto da COVID-19. Prevê-se que o crescimento recupere para 3,4% em 2021, sujeito ao alívio gradual e contínuo das restrições que se iniciaram nas últimas semanas e, sobretudo, se a região evitar a mesma dinâmica epidémica que se verificou noutras partes do mundo. As autoridades nacionais agiram rapidamente para apoiar a economia, mas os seus esforços são condicionados pela queda das receitas e pelo espaço orçamental limitado. No plano regional, as políticas devem permanecer centradas em salvaguardar a saúde pública, apoiar as pessoas e as empresas mais afetadas pela crise e facilitar a recuperação. A região não poderá vencer estes desafios sozinha: um esforço coordenado de todos os parceiros de desenvolvimento será fundamental.

2019

2018